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Escola Infantil - Ajudando na construção de uma autoimagem positiva

Desde que nascemos encaramos o difícil exercício de ver o outro, de sair de um mundo só nosso, onde “egocentricamente” buscamos nossas satisfações para enfrentarmos a socialização, que nada mais é que a inserção num mundo com regras e costumes, do qual queremos fazer parte e por ele sermos aceitos.

A criança se socializa a partir do momento que consegue perceber o outro. Esse processo acontece simultaneamente à construção da sua identidade. No outro ela vê semelhanças e comportamentos que tenta imitar, mas o que a torna única são seus desejos, suas preferências e características próprias. Aos poucos ela aprenderá a valorizar essas características, tendo uma autoestima elevada, ou aprenderá a desprezá-las, construindo uma baixa autoestima.

A escola é uma grande parceira na construção da identidade e autoimagem positiva das crianças. Todos que, direta ou indiretamente, com ela convivem, são agentes desse processo. Somos construtores de personalidades. A chegada de um filho para seus pais e de um aluno para seus professores e demais educadores, remete um compromisso com sua formação cognitiva, física, emocional e, porque não dizer, integral.

Vamos repensar nossa atuação e enumerar aspectos que podem ajudar na construção de uma autoimagem positiva. Infelizmente ainda prevalece aquela cultura negativa, onde o errado sobressai. Devemos exercitar o positivo, abrir os olhos para o certo, para o esforço, para a caminhada e suas conquistas, porque elas acontecem o tempo todo, apenas não tem a atenção devida. Deixe-a perceber que você torce por ela, que você acredita nela e orgulha-se dela.

Sua criança deve ser vista e ouvida. Dê a ela oportunidade de expressar seus sentimentos, desejos e opiniões. A atenção e a receptividade com que acolhemos nossas crianças fazem com que se sintam valorizadas, respeitadas e confiantes. Seja exemplo, mantendo coerência no que se faz e se cobra dela. Se minha criança deve me ouvir quando falo com ela, eu também devo ouvi-la; se não quero que grite comigo, devo fazer o mesmo, e assim as coisas fluem com mais harmonia e respeito, contribuindo para autoimagem positiva de si.

Devemos assumir uma parceria na educação das crianças: pais, professores, avós, babás e todos os que estão por perto, deixando bons exemplos, olhares de amor e carinho, palavras positivas, escuta atenciosa... A criança é como uma esponja que consegue absorver tudo à sua volta, inclusive fazer leituras que apenas sua sensibilidade lhe permite fazer.

A partir do momento em que nos foi dada essa missão, de pais, educadores e cuidadores, ou que a abraçamos de livre e espontânea vontade, cabe a nós exercê-la com responsabilidade, ajudando as crianças na construção da sua identidade, autoestima e autoimagem positiva.

Lilian de Oliveira Costa
Diretora Pedagógica da Escola Visconde de Sabugosa
Pós graduada em Alfabetização e em  Neurociências

O Pré-Natal Odontológico evita o aparecimento de doenças que afetam a saúde da mãe e do bebê.

Ao fazer um pré-natal odontológico você estará prevenindo problemas bucais que podem gerar doenças sistêmicas, causando desde o baixo peso do bebê, até partos prematuros.

A gestação é um estado delicado da vida de uma mulher. As gestantes constituem pacientes de temporário risco odontológico devido às mudanças psicológicas, físicas e hormonais, que criam con¬dições adversas no meio bucal.

A gravidez não é responsável pelo surgimento de cáries ou doenças gengivais, pois não ocorre, como se imagina, a perda de minerais (cálcio e fosfato) dos dentes da mãe para formar os ossos ou os dentes do bebê. Normalmente, os dentes de leite se formam a partir da sexta semana de gestação e os dentes permanentes a partir do quinto mês da vida intrauterina. Por essa razão, o uso de alguns medicamentos ou infecções não tratadas podem ocasionar em problemas na dentição do bebê e não da mãe. Na realidade, o aumento das cáries nas gestantes ocorre devido a alterações nos hábitos alimentares (uma dieta mais rica em carboidratos e a ingestão de alimentos em intervalos menores) e, principalmente, pela maior formação da chamada placa bacteriana sobre os dentes. De uma forma quase inconsciente a gestante não realiza a escovação da forma adequada, pois a escova dental induz ao enjoo e isto provoca o maior acúmulo da placa sobre os dentes, causando também o sangramento da gengiva. Sangramento que pode ser um sinal de doença periodontal, que em estágio avançado pode provocar a perda de um dente saudável e gerar outras consequências que vão muito além da boca. 

Estudos têm apontado possíveis relações de risco existentes entre doenças bucais, principalmente a doença periodontal, e complicações gestacionais, como parto prematuro, nascimento de recém-nascidos de baixo peso e pré-eclâmpsia. As explicações para tais hipóteses baseiam-se no fato de a doença periodontal ser de origem infecciosa, o que poderia provocar aumento de citocinas inflamatórias no sangue materno, por liberação direta da bolsa periodontal ou por disseminação de bactérias patogênicas, induzindo sua produção sistêmica. Estas substancias em níveis altos são responsáveis por contrações uterinas.

O Pré-Natal Odontológico tem como objetivo manter ou resgatar a saúde bucal além de fornecer informações a respeito dos cuidados com a higiene bucal. Dá-se também a possibilidade de a mãe ter uma gestação tranquila e filhos saudáveis.

Consultas em cada trimestre gestacional
Consulta 1 - Check-up preventivo digital para identificar pequenos danos nos dentes, boca e gengiva e evitar futuras dores e tratamentos prolongados.

Consulta 2 - Laudo minucioso e Plano de Acompanhamento da gestante (apresentação laudo checkup e envio para o(a) obstetra, profilaxia, orientações higiene e dieta, solicitar presença de familiares nas consultas de checkup pela importância dos esclarecimentos para as pessoas que terão contato direto com o bebê).

Consulta 3 - Além dos cuidados acima para a gestante são passadas orientações de cuidados com o bebê.

O Pré-Natal Odontológico ajuda também no controle do diabetes gestacional.

Cuide Bem do mais novo sorriso de sua família!

SMILECARE
Centro Odontológico
Dra. Nivia Temponi CROMG11909
Rua Alagoas 1405 /03 Savassi
( 31)32613178

Atenção Domiciliar no contexto da assistência à saúde

A história da Atenção Domiciliar se mistura com a história da medicina e da própria história da humanidade. Desde a pré-história com registros em pinturas rupestres, passando pelo Egito, Grécia, Roma e tantas outras culturas a assistência ao paciente era quase sempre feita no domicílio do mesmo.

No século XVIII, IX e início do XX, com a revolução industrial e o aparecimento das grandes metrópoles, os hospitais passaram a ser referência para o tratamento, tendo em vista tanto a maior complexidade da assistência à saúde, quanto à conveniência econômica e social que tal modelo propunha. No entanto, a partir de meados do século XX a Atenção Domiciliar começa a apresentar uma curva ascendente em todo o mundo, tendo como causa a tentativa de maior humanização e diminuição de custos na assistência a patologias crônicas e a pacientes idosos.

No Brasil, na década de 1990, acontece a maior expansão da Atenção Domiciliar, tanto no serviço público quanto no privado. No setor público, em Santos em 1991 e no município de São Paulo em 1993, a modalidade de atendimento domiciliar é adotada. No setor privado dezenas de empresas aparecem em todo o país. Em Belo Horizonte, a primeira empresa de atendimento domiciliar específico em Pediatria no Brasil é criada em 1999.

O crescimento desta modalidade de atendimento acontece rapidamente desde então, principalmente pelas grandes vantagens que apresenta: Para o paciente: pode ficar no conforto de sua casa e conviver com os familiares o que melhora com certeza o prognóstico. Também diminui sobremaneira o risco de infecção, por não estar em ambiente hospitalar. Para os familiares: os mesmos voltam a uma rotina mais intima e aconchegante, cuidando de uma forma mais próxima do familiar antes hospitalizado. Evita deslocamentos e vivência, às vezes durante anos, dentro do ambiente hospitalar. No caso do paciente pediátrico a mãe volta para o lar, para o esposo e outros filhos, além de poder retomar a sua vida profissional. Para o sistema de saúde: libera leitos hospitalares que já são escassos no nosso sistema. Para os planos de saúde e para o estado: diminui os custos do atendimento tendo em vista que a parte de hotelaria fica por conta da família. Há uma diminuição em torno de 30 a 40% do custo, principalmente quando estes pacientes são de alta complexidade e estariam dentro de um CTI. Para a equipe de saúde: tem um novo e desafiante nicho de trabalho. Na Pediatria hoje, é oferecido em Belo Horizonte a possibilidade de Atenção Domiciliar nas seguintes modalidades: Gerenciamento: pacientes crônicos sem necessidade de ventilação mecânica que são acompanhados por uma equipe multiprofissional. Internação: pacientes de maior complexidade, necessitando de enfermagem no domicilio, quase sempre em ventilação mecânica. Intervenção específica: intervenções pontuais como aplicação de antibióticos, acompanhamento fisioterápico, etc. Fototerapia Domiciliar –

Criança com icterícia e que necessita de fototerapia, que pode ser feita com toda segurança no domicilio. Hoje já existem aparelhos adaptados para este tipo de atendimento. Diante do exposto, fica a convicção de que a Atenção Domiciliar é um grande avanço e traz benefícios para todos. PEDILAR

Porque aprender inglês na infância?

Muito tem sido falado ultimamente sobre o aprendizado de idiomas. A compreensão da língua inglesa auxilia na vida pessoal e profissional. Além disso, quem domina à língua tem a capacidade de se comunicar em qualquer lugar do mundo quebrando as barreiras culturais de diferentes países. Em países da Europa, por exemplo, é muito comum as pessoas falarem 2 ou 3 línguas. Já no Brasil, embora ainda existam muitas limitações o número de estudantes tem crescido consideravelmente. A globalização transformou o contato com o idioma cada vez mais acessível e desde muito cedo. Porém, cresce também a dúvida:

Quando deve-se começar?
Crianças aprendem com mais facilidade. As pesquisas comprovam que todo indivíduo já nasce com o cérebro pronto para aprender idiomas, e que essa capacidade está mais aguçada até os 10 anos de idade. Após esta idade, começa a ficar mais difícil aprender.

Crianças aprendem melhor. Por estarem na fase de novas descobertas, as crianças usufruem do benefício de conseguir aprender as estruturas e a pronúncia de qualquer idioma com facilidade e perfeição.

O aprendizado de idiomas estimula o cérebro. Aprender outro idioma traz à criança inúmeros benefícios indiretos, tais como um maior desenvolvimento da capacidade de memorização, de concentração, de raciocínio e de socialização. Ajuda também no aumento da auto-estima e até em matemática!

Mas como isso deve ser feito?
Crianças se divertem, e aprendem naturalmente. A criança aprende um segundo idioma como aprendeu sua língua-mãe: brincando e sem perceber! Esta é a melhor e a mais eficiente forma de se aprender línguas! Abordando os mais diversos temas através de jogos, vídeos, dramatizações, canções, histórias, pintura e outras atividades lúdicas, sempre expondo o aluno a situações reais, mas com muita diversão!

E o resultado? É instantâneo!
Mamães e papais que investem nesse diferencial estão cada vez mais surpresos com os resultados:
"O Arthur iniciou o curso quando tinha acabado de completar 3 anos. No início, fiquei apreensiva se não estaria cedo demais para ele iniciar. Mas não! Já está fazendo 1 ano que ele está frequentando o curso, e como ele se desenvolveu! Em todos os aspectos! Ver o Arthur falando inglês é lindo demais! Fico feliz com o resultado deste trabalho maravilhoso e agradeço muito a equipe do The Kids Club, principalmente a professora, que com muita paciência e carinho, ensinam o melhor inglês às nossas crianças!"  Vanessa Drumond – mãe do Arthur, 4 anos, aluno desde agosto de 2016.

"O Carlos Eduardo está adorando o inglês e está sempre animado para ir às aulas. Sempre reproduz naturalmente em casa tudo o que aprendeu e está ensinando para irmã mais nova. Nos dias do curso ele pergunta várias vezes se já está na hora de ir."  Daniella Andrade, mãe Carlos Eduardo, 4 anos, aluno desde fevereiro de 2017.

E existem riscos?
Crianças absorvem exatamente o que lhes é ensinado. Professores com sotaque, erros de pronúncia e conhecimento limitado da língua transferem todos estes desvios à criança, podendo causar danos irreversíveis ao seu potencial de assimilação. Por isso, é muito importante buscar uma escola de qualidade que ofereça uma boa estrutura, metodologia e profissionais preparados para atender o público infantil.

Jacyelle Corrêa
Formação em Letras e
Diretora Pedagógica do The Kids Club – Unidade Belo Horizonte

 

A Síndrome de Asperger e as alterações de linguagem

A Síndrome de Asperger está classificada na categoria dos transtornos gerais de desenvolvimento e se caracteriza como um transtorno neurobiológico, com muitas características semelhantes ao autismo, tais como comprometimento das interações sociais recíprocas, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Recentemente a Síndrome de Asperger e o autismo foram incluídos na nomenclatura chamada de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Indivíduos diagnosticados com Síndrome de Asperger apresentam atrasos importantes na área da linguagem, como alterações verbais e não verbais, evidentes em pelo menos três níveis: fonológico, semântico e pragmático, manifestando assim um desempenho inadequado em relação a tarefas que envolvem linguagem receptiva oral e gráfica.

No nível fonológico (sons), a capacidade de manipular os sons do ponto de vista fonêmico encontra-se prejudicada.

No nível semântico (decodificação e compreensão da leitura), nota-se prejuízo na compreensão da leitura. Já no nível pragmático (inferências e a escrita), as dificuldades surgem no processo de fazer inferências sobre estados mentais, inclusive deles mesmos, e em compreender o texto lido.

É importante que o tratamento da Síndrome de Asperger busque otimizar as capacidades do paciente e não a cura dos comprometimentos que são natos. Para isso é necessário a atuação conjunta de uma equipe multidisciplinar (psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos) que tenha como objetivo construir estratégias ideais para cada caso, para trabalhar as habilidades linguísticas, principalmente para a socialização e comunicação do paciente.

Sendo assim, sob uma perspectiva psicopedagógica, sugere-se um atendimento mais individualizado para cada uma das particularidades surgidas no contexto de aprendizagem, adotando como estratégias, entre outros procedimentos: o respeito ao tempo de aprendizagem; estimulação de sua comunicação com os colegas; conversas de forma clara e objetiva; apresentação de atividades visualmente, para evitar erros na compreensão do que deve ser feito; exploração de temas de interesse do aluno e uso da prova oral para substituir a prova escrita quando o aluno revelar dificuldades de elaboração das respostas escritas.

Sheyna Campos Guimarães
Psicóloga e Psicopedagoga