A escolha do parto

Durante a gravidez, a mulher, juntamente aos profissionais que a acompanham, tem um papel muito importante: o de preparo e escolha do parto. Para isso, “ela deve tomar a decisão ao longo da assistência pré-natal diante de orientação adequada de todos os prós e contras de cada via de parto”, explica a ginecologista, obstetra e vice-presidente Assistencial, Operacional e Diretora Clínica da Rede Mater Dei de Saúde, Márcia Salvador Géo.

A participação da mulher na escolha dessa decisão é muito importante, sendo crucial que cada detalhe seja traçado de forma individualizada, já que “o parto que é bom para uma mulher pode não ser bom para outra”, pondera a médica. O foco no parto seguro é papel do obstetra, que além de estar ao lado da paciente, deve garantir a segurança dos binômios mãe e feto, por meio dos exames clínicos necessários e intervenções em tempo hábil para evitar complicações.

Segundo a ginecologista, o parto normal possui benefícios tanto para a mãe, que pode ter recuperação e retorno às suas atividades mais rápido, baixas taxas de infecção e menos sangramento, quanto para o bebê, que poderá ter uma adaptação à vida extrauterina mais rápida, melhor adaptação respiratória e amamentação facilitada nas primeiras horas.

Já o parto cesariano tem indicações específicas de acordo com a literatura médica. Segundo a ginecologista e obstetra Cláudia Laranjeira, as mais comuns são “cirurgias uterinas anteriores, cesarianas anteriores, desproporção do polo cefálico à pelve da mãe, apresentações anômalas (feto assentado ou em situação transversa), alteração da vitalidade fetal, sangramento vaginal da mãe sugestivo de descolamento placentário e fetos prematuros extremos, o que vai depender de cada caso”, explica Cláudia.

Para a médica, todos os partos devem ser humanizados, por essência. De acordo com a Organização Mundial de Saúde - OMS, "humanizar o parto é um conjunto de condutas e procedimentos que promovem o parto e nascimento saudáveis, pois respeita o processo natural e evita condutas desnecessárias de risco para a mãe e o bebê".

Anestesia no parto
A opção de receber anestesia vai de acordo com a escolha de cada gestante. Se a gestante opta pela anestesia, cabe à equipe orientá-la quanto a outros métodos de alívio da dor. É indicado que este trabalho deva ser iniciado no pré-natal para que a gestante tenha melhor tolerância. “É importante ressaltar que a anestesia peridural contínua não elimina a percepção do parto no seu amplo sentido, assim como não atrasa a evolução da dilatação ou contrações e não impede a deambulação. Por outro lado, a anestesia oferece benefícios de conforto à gestante”, acrescenta a médica Cláudia.

O parto no Mater Dei
O Mater Dei Santo Agostinho tem como principal objetivo garantir a melhor assistência segura para a gestante e o bebê. Manter a família tranquila também é importante, pois o parto deve ser considerado um evento médico com papel social importante para todos. No Mater Dei, a gestante participa ativamente de todas as decisões a respeito do seu parto.

Responsáveis:
Cláudia Laranjeira
Ginecologista e obstetra
CRM-MG: 28841
Márcia Salvador Géo
Ginecologista e obstetra
CRM-MG: 20099