Filhos: o que é melhor para eles?

O exercício da parentalidade é uma das tarefas atuais mais desafiadoras da humanidade. Não obstante o amor, a alegria e a felicidade que invadem pais e filhos no convívio diário, é bastante comum os pais se sentirem apreensivos em relação às suas escolhas e o impacto no futuro de seus filhos.

Uma das primeiras angústias que atormentam os corações parentais diz respeito ao início da vida escolar. Para algumas famílias é imperativo o início na creche logo que chega o fim da licença maternidade. Para outras uma série de possibilidades são projetadas em suas mentes: reduzo minha carga horária no trabalho? deixo com os avós? contrato uma babá? coloco em uma escola? será que o desenvolvimento do meu filho vai ser mais adequado, ficando em casa ou na escola?

Para um bom desenvolvimento psicomotor preconiza-se um ambiente que seja seguro, estimulante e lúdico. Cuidados com a higiene, alimentação, sono, interação social, estimulação sensorial e motora garantem o fortalecimento do sistema imune, o crescimento biológico adequado e um bom desenvolvimento emocional e cognitivo.

O ato de brincar é uma necessidade do desenvolvimento. A criança brinca com o próprio corpo, com o som, com o contato visual, com o movimento, com o tato, desenvolvendo habilidades perceptivas, motoras e de comunicação que permitirão a exploração de mais estímulos em um processo contínuo de aprendizagem.

Assim, independente de qual for a decisão, o importante é pensar em como serão atendidas as necessidades de afeto, cuidado e estimulação de seu filho. Para isso é importante proporcionar um ambiente motivador e uma boa variedade de experiências sensoriais e motoras.

Luiza Oliveira Lignani, especialista em fisioterapia pediátrica, mestre em saúde pública, diretora do Aconchego’s Berçario.