Meningite: esclareça as principais dúvidas sobre a doença

A meningite já matou milhares de pessoas em todo o mundo. Desde o século XIX a doença provoca epidemias perigosíssimas. Mas com a descoberta das vacinas e outras maneiras de prevenção, o mal vem diminuindo. No entanto, por contar com a transmissão pelo ar, o importante é ficar sempre alerta, pois a taxa de mortalidade ainda continua sendo muito alta.

A meningite é a inflamação na membrana que envolve o cérebro, responsável por proteger o nosso sistema nervoso, que por sua vez cuida de todas as atividades do corpo. Essa membrana protetora pode ser atacada por vírus, bactérias e fungos que fazem com que aconteça a inflamação conhecida por meningite. A doença é muitas vezes menosprezada já que os sintomas são basicamente semelhantes ao da gripe: febre, dor de cabeça, um pouco de rigidez na nuca, e, ainda, é importante também prestar atenção em náuseas e vômitos.

Os tratamentos são feitos por meio de antibióticos, dependendo do tipo de meningite que for diagnosticado. "Antigamente antes do antibiótico tínhamos mortalidade de quase 100%, hoje apesar de ter abaixado para 10% a 20%, ainda é um número que pode ser considerado muito alto. Isso se dá pelo atraso no tratamento", afirma o infectologista José Ribamar Branco.

Segundo o infectologista o mais importante no quadro da meningite é trabalhar com a prevenção. Já existem vacinas que fazem parte da cartilha básica. No entanto, as pessoas ainda não entendem muito o significado e os sintomas da doença. O porta-voz Rodrigo Diniz, presidente do Instituto Pedro Arthur, que tem como finalidade combater a meningite, afirma: "Pelos números da meningite bacteriana no Brasil é mais do que louvável você fazer um projeto e transformar pessoas em multiplicadores da informação."


Fonte: http://www.institutopedroarthur.org.br/vacinas/