Estou Grávida (o) E Agora?

Com o passar do tempo o papel da mulher em relação à maternidade sofreu várias transformações. Uma destas mudanças diz respeito à atenção e aos privilégios que a criança passa a se beneficiar, permitindo uma relação mãe-bebê mais próxima e consciente, garantindo um desenvolvimento mais saudável da criança.

Então passamos a ter maior valorização da mulher-mãe, cuidadora do lar como ideal a ser seguido. E passamos a conhecer esta super-mulher-mãe que deveria viver para os filhos e a família. Mas com esta idéia de super, veio também um super sentimento de culpa. Esta é nossa herança até hoje!

Além disso, o discurso da amamentação criou uma espécie de ditadura do aleitamento materno como capacidade essencial a qualquer mãe. Neste sentido, é fácil entender as angústias vividas pelas mulheres na modernidade que por vários motivos não conseguiram amamentar seus filhos. Não desencorajo a amamentação! Mas há maneiras e maneiras de encararmos isso. Uma delas é respeitando a individualidade de cada mulher, de cada mamãe e sua história particular.

Da mesma forma, mas com uma mudança mais recente aconteceu no papel de pai. E com esta mudança veio também a necessidade de grandes adaptações e muita cobrança. Hoje o pai é muito mais participativo, divide preocupações e responsabilidades na educação, interage muito mais com os filhos e cuida da casa. Excelente né? Mas temos que lembrar que toda adaptação gera ansiedade, e toda aprendizagem gera insegurança.

Então, assim como a mamãe, o papai também passa por fatores estressantes muito fortes em decorrência da mudança e da aprendizagem que este novo papel traz à suas vidas. Há necessidade de um forte investimento emocional do casal.

Afinal, o que é ser mãe e ser pai? E como conseguir conciliar com os outros papeis, de esposa, marido, profissional, etc...

Estas experiências podem parecer contraditórias e trazer conflitos familiares e intrapsíquicos. Essa situação pode também ter reflexo inclusive no processo de identificação com o filho e afetar a autoestima da mulher enquanto profissional e esposa. Por isso, é importante a mãe e o pai estarem bem emocionalmente. Lembrando que o pai é fundamental no apoio e segurança à futura mamãe.

Toda a história e costumes herdados do nosso passado nos dizem hoje para nos preocuparmos com isso ou com aquilo, mas nós podemos quebrar o modelo e viver uma experiência de forma mais consciente e mais saudável. Permitindo inclusive maior vinculo com este bebê, planejado ou não, desde o inicio. Procure um profissional capacitado na área para fazer o acompanhamento Pré-Natal Psicológico.

Edianez de Almeida Chueiri
Psicóloga