Respeitar a infância, mas preparando seus alunos para os melhores colégios

Criança tem que ser criança, mas tem que estar preparada para os melhores colégios da cidade, por isso, a grande dúvida que ronda as famílias nos dias atuais é quando e onde matricular sua criança.

São inúmeras as dúvidas. Qual a idade ideal para matriculá-la? Quando já estão andando, tiraram a fralda ou quando têm uma linguagem clara? E a escola? Uma escola grande ou pequena, bilíngue ou não, uma escola onde sua criança só brinca ou aquela que também a prepare para seguir o Ensino Fundamental com tranquilidade em qualquer escola convencional?

Trocar ideias com o pediatra, parentes, amigos e com a coordenação das escolas candidatas pode ajudar nessa decisão.

Temos uma diversidade de escolas e metodologias, algumas usando uma ou mais linhas pedagógicas para moldar sua Proposta Pedagógica, no intuito de atender às novas demandas.

Hoje quero falar da proposta construtivista - sócio interacionista, que consegue conciliar o preparo que é cobrado nos grandes colégios com o respeito à infância. Nessa proposta a criança é atuante na construção do seu conhecimento, aproveitando as interações sociais do dia a dia para edificar também sua identidade e personalidade.

É uma opção inteligente, que consegue valorizar e respeitar a infância, promovendo em sua rotina momentos de brincadeiras, jogos cognitivos e simbólicos, além de desafiar o pensar. O trabalho com projetos tornam as aulas mais envolventes e atrativas, as crianças são participativas, atuantes e a aprendizagem acontece de forma mágica.

As crianças são preparadas para prosseguir os estudos em qualquer escola, mantendo-as em posição de destaque, tanto no aspecto pedagógico como na estrutura emocional. São crianças seguras, reflexivas, que argumentam e se posicionam. A parceria com as famílias garante essa boa condição, pois ambas têm foco comum, proporcionar o desenvolvimento integral da criança.

Outro segredo para o sucesso dessa proposta está na condução do professor, que busca formas inteligentes e atrativas para desafiar seus alunos. Ele não dá respostas prontas, mas dá condições para que eles possam encontrá-las sempre de forma lúdica. Enquanto o professor trabalha, seu aluno se diverte. Uma brincadeira de pátio com obstáculos, por exemplo, é muito mais que subir, descer, rolar, rastejar e pular, é desenvolvimento motor. Um planejamento para a excursão demanda rodas de conversas, negociações, participação das famílias, enfim, um construir significativo, que jamais será esquecido.

Respeitar a infância é prioridade, porém não podemos negligenciar a realidade que vivemos e o que pretendemos para nossos pequenos. É preciso coerência e sintonia de propósitos. Ninguém acorda lendo e escrevendo, há um processo a ser vivido, que pode ser gostoso e produtivo se for bem conduzido.

Lilian de Oliveira Costa
Diretora Pedagógica da Escola Visconde de Sabugosa.
Pedagoga – Pós-graduada em Alfabetização e
Neurociências e Psicanálises aplicadas à Educação