Atenção Domiciliar no contexto da assistência à saúde

A história da Atenção Domiciliar se mistura com a história da medicina e da própria história da humanidade. Desde a pré-história com registros em pinturas rupestres, passando pelo Egito, Grécia, Roma e tantas outras culturas a assistência ao paciente era quase sempre feita no domicílio do mesmo.

No século XVIII, IX e início do XX, com a revolução industrial e o aparecimento das grandes metrópoles, os hospitais passaram a ser referência para o tratamento, tendo em vista tanto a maior complexidade da assistência à saúde, quanto à conveniência econômica e social que tal modelo propunha. No entanto, a partir de meados do século XX a Atenção Domiciliar começa a apresentar uma curva ascendente em todo o mundo, tendo como causa a tentativa de maior humanização e diminuição de custos na assistência a patologias crônicas e a pacientes idosos.

No Brasil, na década de 1990, acontece a maior expansão da Atenção Domiciliar, tanto no serviço público quanto no privado. No setor público, em Santos em 1991 e no município de São Paulo em 1993, a modalidade de atendimento domiciliar é adotada. No setor privado dezenas de empresas aparecem em todo o país. Em Belo Horizonte, a primeira empresa de atendimento domiciliar específico em Pediatria no Brasil é criada em 1999.

O crescimento desta modalidade de atendimento acontece rapidamente desde então, principalmente pelas grandes vantagens que apresenta: Para o paciente: pode ficar no conforto de sua casa e conviver com os familiares o que melhora com certeza o prognóstico. Também diminui sobremaneira o risco de infecção, por não estar em ambiente hospitalar. Para os familiares: os mesmos voltam a uma rotina mais intima e aconchegante, cuidando de uma forma mais próxima do familiar antes hospitalizado. Evita deslocamentos e vivência, às vezes durante anos, dentro do ambiente hospitalar. No caso do paciente pediátrico a mãe volta para o lar, para o esposo e outros filhos, além de poder retomar a sua vida profissional. Para o sistema de saúde: libera leitos hospitalares que já são escassos no nosso sistema. Para os planos de saúde e para o estado: diminui os custos do atendimento tendo em vista que a parte de hotelaria fica por conta da família. Há uma diminuição em torno de 30 a 40% do custo, principalmente quando estes pacientes são de alta complexidade e estariam dentro de um CTI. Para a equipe de saúde: tem um novo e desafiante nicho de trabalho. Na Pediatria hoje, é oferecido em Belo Horizonte a possibilidade de Atenção Domiciliar nas seguintes modalidades: Gerenciamento: pacientes crônicos sem necessidade de ventilação mecânica que são acompanhados por uma equipe multiprofissional. Internação: pacientes de maior complexidade, necessitando de enfermagem no domicilio, quase sempre em ventilação mecânica. Intervenção específica: intervenções pontuais como aplicação de antibióticos, acompanhamento fisioterápico, etc. Fototerapia Domiciliar –

Criança com icterícia e que necessita de fototerapia, que pode ser feita com toda segurança no domicilio. Hoje já existem aparelhos adaptados para este tipo de atendimento. Diante do exposto, fica a convicção de que a Atenção Domiciliar é um grande avanço e traz benefícios para todos. PEDILAR