Bons hábitos alimentares devem começar na infância

O tema “como melhorar a alimentação das crianças” é muito comum na roda de conversas de pais e mães. E educar os pequenos para bons hábitos alimentares vai muito além de apresentar lhes opções saudáveis. É preciso dar exemplo! É neste sentido que família e escola devem atuar em conjunto, de modo a fomentar o desenvolvimento sadio das crianças, mostrando-as “o que fazer” e “como fazer”.

Um estudo realizado pelas empresas AlbarResearch e FocusVision, com pais de crianças do Brasil, México e Colômbia, apontou que a vida real está bem longe da dieta ideal, em função da falta de informação dos adultos e dos maus hábitos da família. E os números são preocupantes: 6% das crianças de 18 meses a dois anos tomam refrigerante diariamente; 20% entre 11 e 12 anos tomam refrigerante todos os dias, no lanche da manhã; apenas 17% das crianças de 18 meses a dois anos consomem frutas diariamente e 57% nessa faixa etária comem alimentos açucarados no lanche da tarde.

No geral, adotar hábitos simples faz com que a alimentação fique em dia, assim como a saúde. Conforme recomenda o Ministério da Saúde, devemos: fazer três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia; incluir cereais, legumes, verduras, frutas, leite e/ou derivados e carnes, aves, peixes ou ovos; reduzir ao máximo o consumo de alimentos processados com altas concentrações de gorduras e açúcares, como salgadinhos e refrigerantes, que são considerados calorias vazias, e não apresentam nenhum benefício ao organismo. Também é fundamental diminuir a quantidade de sal na comida e o consumo de alimentos industrializados com alto teor de sódio; beber, pelo menos, dois litros de água por dia; praticar uma atividade física.

Nesse contexto, família e escola precisam se atentar para a qualidade dos alimentos que vai para a mesa das crianças. Incentivar o consumo de uma grande variedade de frutas, verduras e hortaliças é um bom caminho. Afinal, não adianta exigir que os pequenos tenham uma alimentação saudável, se os adultos não dão o exemplo, e as crianças aprendem por imitação.

*Juliana Ferreira Garzedin, nutricionista da Trilha da Criança Centro Educacional; mestre em Ciências da Saúde – Saúde da Criança e do Adolescente, pela Faculdade de Medicina da UFMG