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Porque aprender inglês na infância?

Muito tem sido falado ultimamente sobre o aprendizado de idiomas. A compreensão da língua inglesa auxilia na vida pessoal e profissional. Além disso, quem domina à língua tem a capacidade de se comunicar em qualquer lugar do mundo quebrando as barreiras culturais de diferentes países. Em países da Europa, por exemplo, é muito comum as pessoas falarem 2 ou 3 línguas. Já no Brasil, embora ainda existam muitas limitações o número de estudantes tem crescido consideravelmente. A globalização transformou o contato com o idioma cada vez mais acessível e desde muito cedo. Porém, cresce também a dúvida:

Quando deve-se começar?
Crianças aprendem com mais facilidade. As pesquisas comprovam que todo indivíduo já nasce com o cérebro pronto para aprender idiomas, e que essa capacidade está mais aguçada até os 10 anos de idade. Após esta idade, começa a ficar mais difícil aprender.

Crianças aprendem melhor. Por estarem na fase de novas descobertas, as crianças usufruem do benefício de conseguir aprender as estruturas e a pronúncia de qualquer idioma com facilidade e perfeição.

O aprendizado de idiomas estimula o cérebro. Aprender outro idioma traz à criança inúmeros benefícios indiretos, tais como um maior desenvolvimento da capacidade de memorização, de concentração, de raciocínio e de socialização. Ajuda também no aumento da auto-estima e até em matemática!

Mas como isso deve ser feito?
Crianças se divertem, e aprendem naturalmente. A criança aprende um segundo idioma como aprendeu sua língua-mãe: brincando e sem perceber! Esta é a melhor e a mais eficiente forma de se aprender línguas! Abordando os mais diversos temas através de jogos, vídeos, dramatizações, canções, histórias, pintura e outras atividades lúdicas, sempre expondo o aluno a situações reais, mas com muita diversão!

E o resultado? É instantâneo!
Mamães e papais que investem nesse diferencial estão cada vez mais surpresos com os resultados:
"O Arthur iniciou o curso quando tinha acabado de completar 3 anos. No início, fiquei apreensiva se não estaria cedo demais para ele iniciar. Mas não! Já está fazendo 1 ano que ele está frequentando o curso, e como ele se desenvolveu! Em todos os aspectos! Ver o Arthur falando inglês é lindo demais! Fico feliz com o resultado deste trabalho maravilhoso e agradeço muito a equipe do The Kids Club, principalmente a professora, que com muita paciência e carinho, ensinam o melhor inglês às nossas crianças!"  Vanessa Drumond – mãe do Arthur, 4 anos, aluno desde agosto de 2016.

"O Carlos Eduardo está adorando o inglês e está sempre animado para ir às aulas. Sempre reproduz naturalmente em casa tudo o que aprendeu e está ensinando para irmã mais nova. Nos dias do curso ele pergunta várias vezes se já está na hora de ir."  Daniella Andrade, mãe Carlos Eduardo, 4 anos, aluno desde fevereiro de 2017.

E existem riscos?
Crianças absorvem exatamente o que lhes é ensinado. Professores com sotaque, erros de pronúncia e conhecimento limitado da língua transferem todos estes desvios à criança, podendo causar danos irreversíveis ao seu potencial de assimilação. Por isso, é muito importante buscar uma escola de qualidade que ofereça uma boa estrutura, metodologia e profissionais preparados para atender o público infantil.

Jacyelle Corrêa
Formação em Letras e
Diretora Pedagógica do The Kids Club – Unidade Belo Horizonte

 

A Síndrome de Asperger e as alterações de linguagem

A Síndrome de Asperger está classificada na categoria dos transtornos gerais de desenvolvimento e se caracteriza como um transtorno neurobiológico, com muitas características semelhantes ao autismo, tais como comprometimento das interações sociais recíprocas, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Recentemente a Síndrome de Asperger e o autismo foram incluídos na nomenclatura chamada de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Indivíduos diagnosticados com Síndrome de Asperger apresentam atrasos importantes na área da linguagem, como alterações verbais e não verbais, evidentes em pelo menos três níveis: fonológico, semântico e pragmático, manifestando assim um desempenho inadequado em relação a tarefas que envolvem linguagem receptiva oral e gráfica.

No nível fonológico (sons), a capacidade de manipular os sons do ponto de vista fonêmico encontra-se prejudicada.

No nível semântico (decodificação e compreensão da leitura), nota-se prejuízo na compreensão da leitura. Já no nível pragmático (inferências e a escrita), as dificuldades surgem no processo de fazer inferências sobre estados mentais, inclusive deles mesmos, e em compreender o texto lido.

É importante que o tratamento da Síndrome de Asperger busque otimizar as capacidades do paciente e não a cura dos comprometimentos que são natos. Para isso é necessário a atuação conjunta de uma equipe multidisciplinar (psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos) que tenha como objetivo construir estratégias ideais para cada caso, para trabalhar as habilidades linguísticas, principalmente para a socialização e comunicação do paciente.

Sendo assim, sob uma perspectiva psicopedagógica, sugere-se um atendimento mais individualizado para cada uma das particularidades surgidas no contexto de aprendizagem, adotando como estratégias, entre outros procedimentos: o respeito ao tempo de aprendizagem; estimulação de sua comunicação com os colegas; conversas de forma clara e objetiva; apresentação de atividades visualmente, para evitar erros na compreensão do que deve ser feito; exploração de temas de interesse do aluno e uso da prova oral para substituir a prova escrita quando o aluno revelar dificuldades de elaboração das respostas escritas.

Sheyna Campos Guimarães
Psicóloga e Psicopedagoga

Leite de vaca: alergia X intolerância

O leite é um alimento extremamente importante para os bebês, fonte de proteínas e de cálcio. Contudo, alguns lactentes podem apresentar problemas de saúde após a ingestão de leite de vaca, os quais são principalmente divididos em dois grupos: alergia e intolerância. É importante poder diferenciar as duas situações e o laboratório pode ajudar.

Há duas proteínas principais no leite: caseína (sólida, 80%) e a famosa “whey” (líquida, 20%). Elas podem ser encontradas em uma grande variedade de alimentos, especialmente industrializados. O rótulo do alimento é muito importante, mas pode ou não conter a informação completa. A alergia ao leite de vaca é a alergia alimentar mais frequente entre lactentes e recém-nascidos, afetando até 5% das crianças pequenas. Em geral, ela mostra sintomas nos primeiros meses de vida e pode estar relacionada também ao consumo de leite de outras espécies de animais, tais como ovelhas e cabras. Pode ser que esta alergia vá sendo superada com o crescimento, de modo que cerca de 80% dos pacientes não apresente mais alergia ao chegar aos 16 anos.

A causa da alergia é a presença de “anticorpos” contra proteínas do leite (beta-lactoglobulina, alfa-lactoalbumina e caseína). Os principais sintomas podem surgir após algumas horas da ingestão do leite (cru ou cozido) e não se restringem ao sistema digestivo. Pode ocorrer urticária (pele vermelha com coceira), mal de estômago, vômitos, fezes com sangue. Em casos raros, reação anafilática com dificuldade para respirar.

Já a intolerância está ligada ao açúcar do leite e derivados, que é a lactose (principal fonte de carboidratos para mamíferos). A enzima lactase é a substância química responsável por fazer a quebra da lactose durante a digestão. Após a ingestão da lactose, este açúcar é quebrado pela lactase no intestino delgado em glicose e galactose, que são então absorvidos pelo organismo. Quando a capacidade de quebrar a lactose está diminuída, dá-se a intolerância à lactose. O açúcar chega inalterado no intestino grosso, onde é fermentado pela flora bacteriana, produzindo ácidos e gases. Daí maior retenção de água no intestino e diarreias, além de cólicas e distensão abdominal. Há uma deficiência primária de lactase que é a mais comum, ocorrendo em 46% a 67% da população brasileira, principalmente adultos. É a redução natural e progressiva da atividade da enzima lactase. Já a deficiência secundária, que pode ser temporária, ocorre quando a produção da lactase é afetada por doenças intestinais, como diarreias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca ou alergia à proteína do leite, por exemplo.

Existem hoje vários exames laboratoriais que podem auxiliar no diagnóstico médico. O Laboratório Geraldo Lustosa oferece, por exemplo, um moderno teste para diagnóstico de alergias de difícil solução, chamado ImmunoCAP ISAC, que testa alergias a mais de 100 moléculas em um único painel. Se este exame laboratorial indicar alergia a leite cozido, o paciente deve evitá-lo em todas as suas apresentações. Caso os testes mostrem alergia apenas ao leite cru, alguns alimentos contendo leite poderão ser liberados. De qualquer forma, atualmente recomenda-se não expor bebês de menos de um ano ao leite de vaca, em nenhuma formulação.

A Intolerância a lactose por falta de enzima lactase pode ser de causa genética ou de causa adquirida. O laboratório colabora com testes orais com ingestão de lactose e com estudos genéticos.

É importante lembrar que nenhum exame laboratorial deve ser realizado ou interpretado sem acompanhamento médico. A restrição do leite pode resultar em desnutrição e só deve ser feita quando bem indicada!

Dra. Luisane Vieira, Médica Diretora Técnica do Laboratório Geraldo Lustosa

Consulta Pediátrica Pré-Natal

Você sabia que a primeira consulta pediátrica do bebê deve ocorrer antes mesmo do seu nascimento? Nem todo mundo sabe, mas para um pré-natal bem sucedido, é fundamental que se inclua uma consulta a um pediatra! Nessa consulta, além da oportunidade de conhecer e criar um vínculo de confiança com o pediatra, os futuros pais poderão esclarecer dúvidas e receber informações fundamentais para garantir um crescimento saudável para sua criança.

A consulta pediátrica pré-natal significa o primeiro cuidado preventivo que se tem com a saúde da criança. Vários estudos têm mostrado que as consultas de acompanhamento nos períodos pré e perinatal conseguem reduzir a mortalidade materna e do recém-nascido. O ideal é que ela seja realizada no final da gestação, a partir de 32 semanas. Neste primeiro contato com o pediatra, serão abordadas questões relativas à saúde da mãe durante a gestação, aos antecedentes de saúde dos pais e às possíveis implicações que isso poderá trazer à saúde da criança.

A chegada de um bebê traz muitas mudanças, seja para "pais de primeira viagem", seja para pais já experientes. Na consulta pediátrica pré-natal há espaço para abordagem psicológica das funções materna e paterna, das questões relativas ao relacionamento com irmãos e de polêmicas tais como o uso de chupetas, cuidados com o coto umbilical e cólicas do lactente.

O pediatra é o profissional habilitado para esclarecer todas as suas dúvidas sobre a saúde e a adaptação do recém-nascido. Informações relativas à amamentação, ao sono do bebê, aos cuidados de higiene e bem estar, à segurança da criança no transporte e no domicílio, serão tratadas de forma especial na consulta pré-natal, preparando os futuros pais para receberem a criança mais seguros e confiantes. Cabe ao pediatra o papel de auxiliar na identificação de situações de risco para a saúde do bebê e orientar sobre o melhor cuidado a ser oferecido.

Conhecendo o seu pediatra antes do nascimento de seu filho você poderá se informar ainda sobre os cinco testes fundamentais de triagem para o recém-nascido (Teste do pezinho, Triagem auditiva neonatal ou Teste da orelhinha, Teste do coraçãozinho, Teste da linguinha e Teste do reflexo vermelho ou Teste do olhinho). Tais testes visam a identificação precoce de condições que comprometam a saúde da criança.

A escolha do seu pediatra pode se dar através de indicações profissionais ou de conhecidos mas é importante analisar vários fatores que vão desde a empatia até a facilidade de acesso e disponibilidade do profissional.

Certifique-se ainda de que seja um profissional que faça parte da Sociedade Brasileira de Pediatria, assegurando uma assistência atualizada e baseada em evidências científicas para o seu filho.

O estabelecimento do vínculo com o pediatra na consulta pré natal facilitará a marcação da primeira consulta do recém-nascido, que deverá ocorrer idealmente até o décimo dia de vida, quando serão verificadas as medidas antropométricas da criança, o exame físico geral (incluindo avaliação de icterícia) e o aconselhamento sobre as primeiras vacinas. A partir daí, as avaliações de seguimento terão uma frequência mensal, devendo haver disponibilidade para avaliações ocasionais, sempre que se fizer necessário.

Para se preparar para a sua consulta pré-natal pediátrica anote todas as suas dúvidas e não se esqueça de levar os exames realizados durante a gestação.

Dra. Fernanda Ribeiro
Médica Pediatra – CRM 52581/ RQE 31097

A importancia do diagnóstico psicopedagógico/neuropsicológico na abordagrm da avaliação assistida

Fundamentada nos conceitos da zona de desenvolvimento proximal e da aprendizagem mediada, segundo a abordagem sócio-construtivista do desenvolvimento cognitivo (Vygotsky, 1888), a avaliação a partir da aprendizagem assistida difere-se das demais por ser interativa, ou seja, dentro de um contexto mais flexível, onde é possível verificar o desempenho inicial da criança/adolescente com o objetivo de atingir o melhor nível de desenvolvimento, a partir de ferramentas de suporte na aprendizagem.

Nesta abordagem, são utilizadas estratégias instrucionais de ensino que possibilitam ajuda durante a realização das tarefas, a fim de obter um real diagnóstico sobre o potencial cognitivo. A partir dessas intervenções cria-se situações de aprendizagem onde é possível mensurar o nível de desempenho alcançado durante a realização da tarefa.

Vale ressaltar que diferente da avaliação estática, que utiliza apenas instruções padronizadas (testes), na avaliação assistida é possível incluir o componente de ensino, com possibilidade de verificar como se constrói o conhecimento.

O foco principal será o processo de aprendizagem, utilizando como controle a própria criança ao invés das amostras normativas, considerando que a aprendizagem não ocorre de forma linear, e privilegiando as múltiplas inteligências/habilidades.

Esta avaliação é bastante efetiva nas dificuldades ou transtornos de aprendizagem, pois possibilita identificar as estratégias cognitivas utilizadas pela criança/adolescente durante a resolução de problemas, possibilitando a avaliação do seu potencial quando exposta a situações de aprendizagem.

Diferente também da abordagem estática, na avaliação assistida o especialista tem autonomia para explorar as causas da dificuldade/transtorno de aprendizagem, levando em conta a interação, o método, o conteúdo e o foco, conforme abaixo:

o Interação: possibilita a mediação da aprendizagem com ajuda parcial ou total do examinador, podendo ser utilizadas pistas verbais de memória (repetições), materiais de apoio (pistas concretas), instruções passo a passo, tempo estendido para execução da tarefa, análise das estratégias utilizadas para resolução de problemas, além da utilização dos erros como ponto de partida para novas tentativas e oportunidades de acerto. Nesta avaliação busca-se identificar principalmente o que a criança/adolescente consegue aprender mediante as instruções iniciais, permitindo a formação de conceitos a partir da proposta inicial do examinador.

o Método: Pode ser clinico, onde as intervenções de ajuda são utilizadas livremente e não precisam ser sistematizadas, ou estruturado, neste caso separado em etapas, atividades com e sem intervenção do avaliador.
o Conteúdo: Avalia as habilidades de domínio geral cognitivo, envolvendo operações cognitivas e raciocínio, ou habilidades de domínio especifico como a compreensão leitora, consciência fonológica (processo de alfabetização) e habilidades de matemática.

o Foco: O potencial alcançado pela criança/adolescente a partir das intervenções, sendo possível classifica-los quanto a zona de desenvolvimento, sendo: aqueles que respondem as estratégias de instrução mas não mantêm a melhora no desempenho; aqueles que conseguem reter as estratégias, mas não são capazes de generalizar para situações iguais ou semelhantes e os que mantêm e generalizam a aprendizagem.

Portanto, é uma avaliação que considera as variações individuais no processo de aprendizagem, e busca o desenvolvimento potencial e não apenas o real. Nesta abordagem as intervenções concentram-se no nível que a criança pode atingir em condições de ajuda instrucional, pois ao permitir que a mesma melhore seu desempenho durante o processo avaliativo, promove também o sentimento de competência, em caráter de apoio e incentivo ao desenvolvimento de novas habilidades.

Celeste Chicarelli – O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Pedagoga – Especialista em Psicopedagogia/Neuroeducação/Neuropsicologia
Tutor Cogmed – Reabilitação Cognitiva
Screener da Síndrome de Irlen