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Como estimular os bebês através das brincadeiras?

Ver seu filho crescendo e acompanhar de perto seu desenvolvimento é lindo. Apesar de termos a impressão, nos primeiros meses do bebê, que eles não aprendem nada e que nossa forma de interagir com eles não influencia em suas vidas, saiba que isso é um mito. A forma como falamos com eles, que tocamos seu corpinho, nosso humor quando estamos perto deles, tudo é sentido pelos pequeninos. Portanto, é extremamente importante ter atenção em como nos relacionamos com eles. Conversar de modo agradável, brincar, fazer carinho, cócegas, massagens leves, entre tantas outras atividades, são ótimas maneiras de estimulá-los, ajudando-os a desenvolver seus sentidos e capacidades.

Qualquer que seja a forma de contato com seu filho no momento das brincadeiras, seguir as dicas abaixo é importante para que os momentos de interação sejam sempre produtivos e agradáveis:

– Dê prioridade ao seu filho no momento da brincadeira.

– Desligue o celular e outros aparelhos que possam tomar a sua atenção.

– Dê liberdade para que a criança escolha a brincadeira que mais gosta, quando ela manifestar essa vontade.

– Tome a iniciativa de iniciar uma brincadeira em momento oportuno, mostrando que você também está disposto e interessado em ter contato com ele, o que tornará a atividade ainda mais especial.

Agora veja as dicas que o Hospital Vila da Serra preparou para você, com sugestões de brincadeiras e qual o tipo de estímulo que elas irão gerar em seu bebê:

Estímulo da coordenação motora grossa

– Engatinhar desviando de obstáculos

– Estimular a ficar em pé

– Estimular a andar

– Estimular o ficar de bruços e sustentar a cabeça

Estímulo da coordenação motora fina

– Brincar com algodão

– Tirar os lenços da caixa

– Brincar de massinha

Estímulo da fala e audição
Lembremos que, antes de iniciar o processo da fala, as crianças já ouvem os sons do ambiente onde vivem.

Portanto, apresentar sons novos aos pequenos é uma excelente forma de estimulá-los, tanto na audição quanto na fala que virá numa próxima fase.

– Balançar o molho de chaves, para que ele ouça o barulhinho delas batendo umas nas outras.

– Cantar para ele e com ele.

– Tocar algum instrumento que tenha som leve, como violão, por exemplo.

– Brincar de imitar vozes diferentes e engraçadas. Além de estimular sua audição, o fará dar boas risadas.

Outras brincadeiras

- Brincar com a bola de academia para estimular a coordenação.

- Brincar com chocalho.

– Brincar de esconde-esconde para estimular a curiosidade e a atenção.

– Brincar de alcançar os objetos, estimulando a coordenação, o equilíbrio e a força das mãozinhas.

Estou Grávida (o) E Agora?

Com o passar do tempo o papel da mulher em relação à maternidade sofreu várias transformações. Uma destas mudanças diz respeito à atenção e aos privilégios que a criança passa a se beneficiar, permitindo uma relação mãe-bebê mais próxima e consciente, garantindo um desenvolvimento mais saudável da criança.

Então passamos a ter maior valorização da mulher-mãe, cuidadora do lar como ideal a ser seguido. E passamos a conhecer esta super-mulher-mãe que deveria viver para os filhos e a família. Mas com esta idéia de super, veio também um super sentimento de culpa. Esta é nossa herança até hoje!

Além disso, o discurso da amamentação criou uma espécie de ditadura do aleitamento materno como capacidade essencial a qualquer mãe. Neste sentido, é fácil entender as angústias vividas pelas mulheres na modernidade que por vários motivos não conseguiram amamentar seus filhos. Não desencorajo a amamentação! Mas há maneiras e maneiras de encararmos isso. Uma delas é respeitando a individualidade de cada mulher, de cada mamãe e sua história particular.

Da mesma forma, mas com uma mudança mais recente aconteceu no papel de pai. E com esta mudança veio também a necessidade de grandes adaptações e muita cobrança. Hoje o pai é muito mais participativo, divide preocupações e responsabilidades na educação, interage muito mais com os filhos e cuida da casa. Excelente né? Mas temos que lembrar que toda adaptação gera ansiedade, e toda aprendizagem gera insegurança.

Então, assim como a mamãe, o papai também passa por fatores estressantes muito fortes em decorrência da mudança e da aprendizagem que este novo papel traz à suas vidas. Há necessidade de um forte investimento emocional do casal.

Afinal, o que é ser mãe e ser pai? E como conseguir conciliar com os outros papeis, de esposa, marido, profissional, etc...

Estas experiências podem parecer contraditórias e trazer conflitos familiares e intrapsíquicos. Essa situação pode também ter reflexo inclusive no processo de identificação com o filho e afetar a autoestima da mulher enquanto profissional e esposa. Por isso, é importante a mãe e o pai estarem bem emocionalmente. Lembrando que o pai é fundamental no apoio e segurança à futura mamãe.

Toda a história e costumes herdados do nosso passado nos dizem hoje para nos preocuparmos com isso ou com aquilo, mas nós podemos quebrar o modelo e viver uma experiência de forma mais consciente e mais saudável. Permitindo inclusive maior vinculo com este bebê, planejado ou não, desde o inicio. Procure um profissional capacitado na área para fazer o acompanhamento Pré-Natal Psicológico.

Edianez de Almeida Chueiri
Psicóloga

Hora de dar adeus às fraldas

A retirada da fralda é uma etapa permeada por dúvidas e insegurança. Muitas vezes, nos perguntamos se é mesmo a hora certa ou se estamos exigindo demais da criança. Fato é que esse momento permite aos pequenos experimentarem uma sensação de maior independência e controle do próprio corpo. Mas, para que esta etapa transcorra de forma saudável e tranquila, é preciso que os pais e a escola sejam parceiros, identificando sinais de maturidade nas crianças.

Em geral, os pais ficam orgulhosos em poder dizer que seus filhos já fazem xixi e cocô no penico. No entanto, como qualquer outra mudança de hábito, esta também deve respeitar a individualidade e o ritmo de cada um. O momento adequado, muitas vezes, é demonstrado pela própria criança, por volta dos dois anos de idade, que sinaliza para os pais já estar pronta para iniciar o processo de retirada da fralda, quando, por exemplo, avisa que quer fazer xixi e demora um tempinho a mais para fazer cocô, busca imitar os irmãos ou amigos mais velhos, pede para sentar no vaso sanitário ou passa mais horas com a fralda seca.

No início, a criança se recusa a usar o penico ou vaso, principalmente pelo fato de não assimilar a finalidade destes objetos ou pelo simples medo de cair. A recomendação para os pais, babás ou monitores é mostrar que ela está ali para fazer xixi ou cocô e segurá-la pelas mãos. Também é importante dizer à criança que outras pessoas também utilizam o vaso e/ou penico. O choro durante o aprendizado é normal, pois os pequenos ainda não entendem o porquê de ficarem sentados ali. Se o choro persistir, retire a criança do penico e só volte a colocá-la ali depois de passado certo tempo.

Não se deve colocar a fralda na criança após o início de sua retirada, por isso, é importante se adaptar às situações adversas. No caso de diarreia, por exemplo, basta trocar a roupa, além de redobrar os cuidados com a higiene, para evitar assaduras. O mesmo ocorre em passeios, viagens, festas e outras situações. Dessa forma, evita-se que ela faça confusão quanto ao lugar e ao momento em que pode – ou deve – fazer suas necessidades no vaso/penico ou na fralda. Por outro lado, o uso de fraldas à noite ou durante o sono diurno deve continuar. Leve a criança ao banheiro antes de ir para a cama e, ao colocar a fralda, diga que é hora de dormir ou descansar.

Essa mudança não afeta só a criança, mas também os pais e a escola, responsáveis pelo rito de passagem. Cabe à instituição de ensino dar continuidade às ações levadas adiante em casa e fomentar a autonomia dos pequenos. Todo esse processo de transição deve ser encarado como uma boa experiência, cujo objetivo é estimular o desenvolvimento da criança.

Gislaine Carvalhar, coordenadora pedagógica da Trilha da Criança Centro Educacional.

A construção de limites através de combinados com as crianças

Impor limites à criança é algo essencial para a estruturação da sua personalidade, mas há muita dificuldade por parte do adulto em saber o momento correto e a forma como conduzir sem ser autoritário ou permissivo demais. São muitos os questionamentos dos pais: será que estou agindo corretamente, o que deve ser negado ou não, será que meu filho que só tem dois anos de idade está entendendo o que estou dizendo? Aliado a estas dúvidas, está o sentimento de culpa de muitos pais, que trabalham por um período longo de tempo e acabam sendo permissivos mais do que gostariam, para compensar o pouco tempo dispensado ao filho ou para ter momentos agradáveis ao invés de conflitos contínuos.

Para começar, a verdade deve ser dita: educar não é tarefa fácil. Como impor limites para uma criança de 2 anos diante de uma birra que consegue desestruturar toda a família? O primeiro passo é: todos se acalmarem, então só conversar depois de se acalmar. Sair de cena na hora da birra, isto se a criança não correr o risco de se machucar, senão deve-se contê-la primeiro. A plateia sempre anima o espetáculo. Logo após de se acalmar, conversar com a criança, relembrando os combinados e verbalizando os sentimentos dela para ela, já que a criança não dá conta de verbalizar. Quando a criança não domina a linguagem oral ou domina, mas não consegue expressar seus sentimentos, ela age. O adulto tem que ensiná-la a verbalizar, substituir a ação (mordida, empurrão, soco, birra) pela fala. Ela deve entender que só conseguirá o que deseja se negociar se expressando verbalmente. Isto é sinal de amadurecimento e demanda tempo e paciência para ser conquistado. Foi falado acima sobre retomar os combinados, mas o que é um combinado? Será que ele realmente é eficaz?

Combinado é aquilo que foi acordado, acertado, contratado, estipulado, firmado. Assim, o combinado entre duas pessoas diz de um pacto que não deve ser descumprido, pois foi feito em comum acordo entre as partes. Todos aqueles que educam, tanto professores quanto pais, podem e devem utilizar os combinados. É primordial fazer combinados do que é a demanda ou dificuldade da criança naquele determinado momento e do que é relevante para família ou educadores. O adulto deve estar atento aos combinados feitos, mas já desnecessários e ter a flexibilidade para deixá-los de lado e propor novos combinados atendendo à dinâmica familiar ou a do grupo de alunos.

Algumas dicas são fundamentais ao se fazer combinados com as crianças:

- Linguagem coerente para uma criança – para que o combinado faça sentido para os pequenos, ele deve ser feito diretamente com a criança ou grupo e utilizando uma linguagem adequada a cada faixa etária. Por exemplo, ao invés de dizer que se deve respeitar o colega, que é algo abstrato, é melhor dizer, que devemos tratar o outro com carinho, esperar a sua vez, ser amigo, etc;

- Utilização de comandos – elaborar os combinados com frases simples e afirmativas. Por exemplo, o combinado é: “Andar devagar” ao invés de “Não pode correr”;

- Não negar tudo – permitir algumas coisas dentro das possibilidades da família ou da escola. Por exemplo: Não pode gritar! Pode sim, mas no pátio ou no playground do prédio.

- Formalizar o combinado – através de técnicas apropriadas, construir este registro juntamente com a criança ou grupo de alunos. Este “contrato” pode ser feito através de pequenos cartazes, móbiles, utilizando fotos da própria criança que ilustrem os combinados, desenhos dela, colagem de figuras associados às frases acordadas. O importante é que este registro lembre para os pequenos o que foi acertado e que fique exposto em local de fácil manuseio para a criança.

- Responsabilidade pelos seus atos – Sempre retomar o combinado quando descumprido e pontuar para a criança que ela não está dando conta de cumprir o que foi firmado. Não castigar, mas a criança deve perder a vez de algo que é significativo para ela. Importante: por um período curto de tempo. Por exemplo, perder a vez de uma brincadeira que gosta.

O combinado é um trunfo que quem educa tem nas mãos. É uma construção, demanda tempo para ser assimilado pela criança, mas a longo prazo, acaba com birras, estresse para ambos os lados, substitui castigos e punições. O combinado auxilia na formação pessoal e social e no desenvolvimento da autonomia da criança, porque através dele ela aprende a se expressar através da fala, a negociar, a lidar com conflitos e a trabalhar os seus próprios limites.

Melissa Fortes de Araújo - psicóloga, psicanalista e coordenadora pedagógica no Instituto Tarcísio Bisinotto - www.institutobisinotto.com.br

Primeiro Baby Spa do Brasil abre as portas no Vila da Serra

Você já pensou levar o seu bebê para um SPA? Inspirado em espaços internacionais, o Vila Baby Spa oferece um método inédito no Brasil de hidroterapia para bebês a partir de oito semanas. A sessão de Baby SPA estimula o desenvolvimento neuropsicomotor e cardiorrespiratório da criança, além de diminuir as cólicas e aumentar a qualidade do sono dos pequenos.

O método inclui flutuação dos bebês em piscina aquecida a 35 graus por no máximo 15 minutos. A boia americana da marca Otteroo foi criada especialmente para essa atividade e dispõe de conforto e segurança recomendada por pediatras e fisioterapeutas. Ao deixar a piscina, o profissional leva o bebê para um confortável trocador e finaliza a sessão com uma massagem Shantala relaxante.

Mesmo antes de desenvolver o controle postural, os bebês conseguem mover-se livremente na água sendo capazes inclusive de se deslocarem na piscina. De acordo com a enfermeira Ellen Rocha, coordenadora do Vila Baby Spa, a atividade é mais que uma sessão de lazer e relaxamento. “Recomendamos que essa seja uma atividade regular na rotina da criança para que a família acompanhe a evolução no desenvolvimento do bebê”.

O ambiente do Vila Baby Spa foi planejado para uma experiência serena e agradável para toda a família. Num espaço multissensorial, som, luzes e brinquedos são posicionados estrategicamente para que os bebês possam se adaptar com facilidade e se exercitarem por mais tempo.

A família participa de todas sessões de Baby Spa e são orientadas a estimularem os bebês durante o exercício. As opções do serviço incluem sessões avulsas, plano mensal ou trimestral.

Gestantes e mamães no pós-parto

As mulheres também são acolhidas de forma especial no Vila Baby Spa. A enfermeira Ellen Rocha, especialista em aleitamento materno, atende mulheres em casa e até mesmo na maternidade. “Sabemos a fragilidade e delicadeza deste momento para a mulher. Nós queremos ser parceiros da família em todos os momentos”.

Vila Baby Spa