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Zika vírus, uma preocupação para as futuras mamães.Conheça um pouco mais sobre o assunto e saiba como se prevenir

 

 

 

O Zika vírus tem se disseminado rapidamente pelas Américas desde a sua primeira identificação no Brasil em 2015. Sabe se que a infecção perinatal pelo Zika vírus tem grande potencial teratogênico com consequências graves, principalmente, mal formação cerebral como a microcefalia, a artrhogripose (uma doença caracterizada por contraturas musculares) e, em alguns casos, vírus pode desencadear abortos. Essas informações são confirmadas por meio da identificação do vírus em crianças afetadas.

Sintomas como febre baixa, dores articulares, manchas pelo corpo e conjuntivite podem identificar a infecção pelo Zika vírus. Entretanto 80% das pessoas acometidas não apresentam nenhuma manifestação. De acordo com estudos iniciais, acredita se que 29% das gestantes acometidas pelo Zika vírus venham a apresentar problemas no feto.

Os testes comprobatórios ainda são limitados e caros. O governo brasileiro está desenvolvendo um teste tríplice para a identificação simultânea da Dengue, da Chikungunya e da Zika com previsão de vinculação até o final de 2016.

Mas, mesmo que identificada a presença da infecção pelo Zika vírus não há o que fazer. Por isso em meio a tantas dúvidas e questionamentos a Organização Mundial de Saúde preconiza que as mulheres das áreas endêmicas, o que incule o nosso país, não engravidem neste momento.

Mas o que fazer se já estamos grávidas?
1. Combater o mosquito em nossa própria residência. A fêmea pica em qualquer horário com predileção pelo início da manhã e no final da tarde. Geralmente as picadas são comuns nas pernas e pés, pois o mosquito voa a uma altura menor que dois metros.

2. Uso de telas protetoras nas janelas e mosqueteiros. As telas necessitam ter o diâmetro menor que 0,5 cm em cada quadrado para impedir a passagem do mosquito.

3. Uso de repelentes elétricos em todos os cômodos da casa, preferencialmente próximo a porta de entrada. O uso de repelentes naturais não tem nenhuma eficácia comprovada.

4. Uso de repelente a base de Icaridina a 25% ou DEET 10% a 50% spray ou aerossol. Aplicar em todo o corpo e sobre as roupas. Aplique o repelente sobre o filtro solar e sobre a maquiagem, se possível aplicar 15 minutos após. Reaplicar de acordo com o tempo orientado pelo fabricante.

5. Uso de preservativo, pois a transmissão sexual já e comprovada cientificamente. O Zika vírus também já foi identificado na saliva e no leite materno, mas ainda não há evidências que sejam transmitidos por estas vias.

6. Ingestão de complexo B e outros alimentos que modifiquem o cheiro do suor para confundir o mosquito. A quantificação da ingestão de cada alimento ou vitamina ainda não foi determinada.

7. Uso de roupas longas e preferencialmente claras e sempre com uso de meias e sapatos fechados.

Portanto, todas as informações sobre o Zika vírus e os demais cuidados necessários durante a gravidez, você poderá obter por meio do acompanhamento pré-natal, que na Clínica da Mulher e da Gestante é realizado de maneira criteriosa e humanizada por sua competente equipe médica.

Dra Grace Daniella
Obstetra e Pré natalista de Gestação de Alto Risco

 

 

 

O que os pais esperam dos filhos?

Expectativa é a espera fundada em probabilidade ou promessa. Pensando como os pais, é impossível um pai ou uma mãe que não espere algo do filho. Desejar algo para ele, esperar que ele alcance os objetivos, orientá-lo através de conversas e vivências, estimular a autonomia, autoestima, autoconhecimento da criança e permitir a escolha por parte do filho é o esperado como atitude de qualquer educador, seja ele, pai ou mãe. Por que é tão difícil escutar e aceitar as escolhas do filho e muito mais fácil induzi-lo a escolher as dos pais?

É comum, ao ver um filho questionando a opinião ou decisão dos pais, escutar a seguinte resposta: “Eu sei o que é melhor para você.” Sabe mesmo? Geralmente, quando um pai dá esta resposta está utilizando como base os conceitos e as vivências que ele criou ao longo da vida. Foram experiências que serviram para ele e como um bom pai não quer que seu filho passe pelas mesmas dificuldades que ele passou e já foram superadas.

Quando os pais projetam algo para o filho, normalmente, é algo que não conseguiram realizar e querem realizar através do filho ou é algo que realizaram, estão sendo bem sucedidos e querem que o filho continue o que começaram. Em nenhum dos dois casos, a escolha parte da criança.

Outro ponto que entra em questão é a competência enquanto pai. Os pais não querem errar com os filhos. Todo pai quer que seu filho seja bem sucedido, um orgulho para a família. Vale ressaltar que o ser humano é falho. Não há pessoas que não erram e não há educação sem falhas. É importante viver o erro, pois aquele pai ou mãe que não aceita o erro nos filhos e passa a mão na cabeça deles não está os auxiliando. As pessoas só aprendem vivenciando, principalmente, através da análise dos erros.

Agora, pensando como os filhos. Os primeiros objetos de amor dos filhos são os pais. Eles que estão por perto, dão carinho, sabem sobre tudo, são o máximo. Impossível não se apaixonar! Assim, é natural que os pais decidam pelos filhos e que eles aceitem as decisões como as mais adequadas, mesmo que questionem. O medo de perder o amor dos pais faz aceitarem o que lhes é imposto. Já na adolescência, isto muda, pois os pais ficam um pouco de lado e as referências passam a ser os amigos. As questões anteriores vêm à tona e os adolescentes querem fazer suas próprias escolhas. Aqui a família entra em choque com eles. É comum ouvir reclamações dos pais em relação a esta fase da vida do filho. “Ele era tão calmo e, agora, não dá nem para conversar!” Neste momento, muitos pais utilizam do autoritarismo para resolver a questão o que está longe de ser o ideal e, na maioria das vezes, não resolve.

Pais fiquem tranquilos, a adolescência é uma fase, vai passar, os filhos não perderam os valores transmitidos na infância e a proximidade com vocês retorna na vida adulta. O adolescente só precisa ser ouvido e os combinados feitos durante toda a educação dele mantidos. Agora, o que não passa, são as escolhas erradas feitas em função de desejos de outros. Isto será vivenciado para sempre, trazer amarguras, gerar doenças psicossomáticas e, o pior de tudo, ferir o relacionamento entre pais e filhos, seja veladamente através da culpa, da decepção ou através de brigas até irreversíveis. Pensem, antes de agir e exigir, naquela primeira expectativa para seu filho: saúde e felicidade.

Melissa Fortes de Araújo - psicóloga, psicanalista e coordenadora pedagógica no Instituto Tarcísio Bisinotto - www.institutobisinotto.com.br

Pregorexia

Pregorexia é um termo usado pela mídia e imprensa para descrever mulheres que reduzem a ingestão de calorias e realizam exercícios em excesso com o objetivo de controlar o ganho de peso na gravidez.

Durante a gestação, o ideal para promover o bem-estar fetal é a ingestão de 2200 kcal a 2900 kcal (o que varia de acordo com o peso anterior à gestação, apetite, idade materna). O ganho de peso ideal durante a gestação varia de acordo o IMC (índice de massa corporal = Peso-kg/Altura-cm²) antes da gravidez. Segundo recomendações do Instituto de Medicina Americano, o ganho de peso total na gestação para mulheres com baixo peso (< 18.5 kg/m2) é de 12,5 – 18 Kg, com média de peso semanal de 0,51 Kg; mulheres com peso normal (18.5 kg/m2 a 24.9 kg/m²) é de 11,5 – 16 Kg, com média de peso semanal de 0,42 Kg; mulheres com sobrepeso (25 kg/m2 a 29.9 kg/m²) é de 7 – 11,5 Kg, com média de peso semanal de 0,28 Kg e mulheres com obesidade (> 30 kg/m2 ) é de 5 – 9 Kg, com média de peso semanal de 0,22 Kg.

O termo pregorexia está em evidência na mídia e redes sociais devido à preocupação de muitas mulheres com o ganho de peso e imagem do corpo quando estão grávidas. O risco de pregorexia aumenta em mulheres que têm história de distúrbios alimentares ou com falta de relacionamento e suporte social. O ganho de peso inadequado na gestação está relacionado a baixo peso do recém-nascidos ao nascer e a ingesta deficiente de nutrientes pode levar a deficiência de vitaminas e ferro na gestante.

Os médicos de pré-natal, profissionais da área da saúde e até familiares devem estar atentos a sinais nos quais a gestante está focada na imagem do corpo em detrimento à saúde e nutrição. Os principais sinais incluem:

- Registro detalhado ou minucioso do que come nas refeições

- Conversa sobre sua gestação como ela não fosse real ou não existisse

- Foco na quantidade de calorias ingeridas em cada refeição

- “Pulando” refeições ou deixar de alimentar

- Prática excessiva de exercícios físicos

Se a gestante apresenta tais sinais podemos ajudá-la orientando sobre ganho de peso adequado durante a gravidez, como ter hábitos de vida saudáveis e nutrição apropriada para controlar o ganho de peso durante a gravidez.

Também, se necessário, pode ser útil encaminhar para um nutricionista para controle dietético. Em alguns casos, é importante o acompanhamento de profissional de saúde mental para aprimorar os questionamentos da gestante com relação ao seu ganho de peso. Se você está grávida e lutando com sua imagem corporal, partilhar as suas preocupações com o seu médico é fundamental, pois o ganho de peso adequado durante a gravidez é crucial tanto para o bem-estar materno e fetal.

Candidíase Mamária: você já ouviu falar?

A candidíase mamária é a infecção das mamas pela Candida albicans, um fungo comensal encontrado frequentemente na vagina e no trato gastrointestinal de seres humanos, tem sido responsabilizada por infecção superficial e localizada das mamas em mulheres lactantes, apresentando fissuras e dor, sendo característica da infecção pela levedura e podendo ser a principal causa de abandono prematuro da lactação.

As mães que estão amamentando e apresentam a candidíase nas mamas referem ardor, queimação intensa e persistente nos mamilos, mesmo nos intervalos das mamadas. Uma das queixas mais comuns é a “dor em fisgada”. Podem aparecer pontinhos brancos na boca do bebê. Mãe e bebê devem ser tratados simultaneamente, mesmo que a criança não apresente sinais evidentes de candidíase. O tratamento deve ser indicado por seu médico de confiança.

A infecção pode atingir só a pele do mamilo e da aréola ou comprometer os ductos lactíferos. São fatores predisponentes a umidade e lesão dos mamilos e uso, pela mulher, de antibióticos, contraceptivos orais e esteroides. Portanto, o uso de absorventes de seios, conchas de amamentação e quaisquer outros recursos que mantenham a região das mamas úmida favoreceram a proliferação do fungo. O ideal é que a lactente mantenha as mamas sempre secas.

As chupetas e bicos de mamadeira são fontes importantes de reinfecção, por isso, devem ser evitados!

Em casos de candidíase mamária não suspenda a amamentação! O tratamento da mãe e do bebê será realizado por um médico de confiança! Para o manejo das mamas, organização da rotina de amamentação e informação sobre os recursos indicados ou não nesses casos, procure um Consultor de Amamentação!

Dra. Tatiana Vargas de Castro Perilo
Fonoaudióloga e Consultora de Amamentação
Diretora da Empresa MAME BEM Treinamento e Assistência em Saúde

Pré-Natal Psicológico

Por mais planejada que tenha sido a sua gravidez, muitas vezes as alterações hormonais, a pressão, os medos e dúvidas podem provocar uma grande ansiedade na grávida. Embora o cuidado com o seu corpo seja fundamental nestes nove meses não se esqueça da sua mente.

Hoje abordaremos um tema muito comum! Talvez o mais comum entre as grávidas.

Medo do Parto
Um dos medos mais comuns é o que temos perante o desconhecido. Não existe nada mais desconhecido para as mulheres que vão ser mães pela primeira vez do que o momento do parto. Além disso, tudo que se sabe, muitas vezes, são histórias contadas por sua mãe e terceiros que formaram uma ideia na sua cabeça.

Obter toda a informação sobre o que se vai passar no parto é a ferramenta essencial para combater o medo. A tranquilidade nesse momento ajudará a quebrar o círculo vicioso da ansiedade - dor - maior ansiedade.

Então vamos falar disso um pouco mais para entender como isso é possível.

Sentir medo é algo natural ao ser humano, uma ferramenta que cumpre um papel essencial na sobrevivência, já que graças ao medo reagimos perante um sinal de perigo. O problema surge quando se trata de um possível perigo imaginário. Ou seja, sentir medo de uma situação que por hora está apenas na nossa imaginação. Tanto o medo real como o imaginário é capaz de provocar alterações fisiológicas importantes, como aumento do metabolismo celular, a pressão arterial e o ritmo cardíaco. Afinal o corpo está se preparando para reagir frente a uma situação de perigo. Um destes medos, mais ou menos imaginário (já que em principio ao dar à luz uma mulher não está em perigo), é o medo do parto.

No caso das mulheres que vão ser mães pela primeira vez, o medo é normal, pois é algo que nunca experimentaram pessoalmente, embora tenham informação sobre ele. Além disso, surgem fantasias como medo da morte e da dor. Principalmente porque as ideias sobre o parto são formadas a partir de filmes (um exagero só!), e do que se ouve da mãe, das amigas e familiares. Pode reparar que é só contar que está gravida que todo mundo tem uma história pra te contar, e as ideias continuam a se formar. E você acaba por “aprender” esse medo!

É esse medo que faz com que, no momento do parto, se sinta mais dor do que aquela que realmente poderia ser. Então forma-se um ciclo vicioso composto pelo medo, a tensão gerada e a dor, o que volta a aumentar o medo ao ter-se a percepção de que, realmente, tudo é como me falaram.

Então o que fazer?
• É por isso que é muito importante que as mulheres grávidas estejam corretamente informadas sobre o parto e possam “desaprenderem” esse medo. Se, contudo, evitar o medo é algo impossível (já que medo é algo que se tem ou não se tem), podemos controlá-lo para que seus efeitos sobre o corpo não interfiram no desenvolvimento normal do parto.

• É importante não ficar presa às informações populares, e procurar respostas de profissionais preparados para tal. Procure saber mais sobre tudo, o que acontece, como, quando ou como combater a dor, e tirar todas as dúvidas que aparecerem no caminho.

• Lembre-se que cada pessoa é uma e cada parto é um. Não generalize, isto é, o que aconteceu com a outra não necessariamente acontecerá a você. Principalmente porque já começou seu processo de conscientização ao ler este artigo ou algum outro buscando novas informações. Isto quer dizer que você tem condições de mudar sua trajetória rompendo este ciclo vicioso.

• Um profissional de psicologia pode te ajudar a canalizar e organizar todas as dúvidas e sentimentos. Procure um especializado na área.
Desejo a todas um bom parto! Mais consciente mais humanizado!

Edianez Almeida Chueiri
Psicóloga – CRP 04/257501