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Microcefalia

Segundo a Organização Mundial de Saúde e literatura científica internacional, a microcefalia é uma anomalia em que o perímetro cefálico é menor que dois ou mais desvios-padrão do que a referência para o sexo, à idade ou tempo de gestação.

Como as demais anomalias congênitas, são definidas como alterações de estrutura ou função do corpo que estão presentes ao nascimento e são de origem pré-natal.

A sua causa é complexa e envolve vários fatores como genética e questões ambientais. Entre as de origem congênita temos os traumas (acidente vascular cerebral hemorrágico) e infecções como sífilis, rubéola, toxoplasmose, HIV e ainda outros vírus. Já a microcefalia pós-parto pode ser de causas traumáticas e AVC ou por infecções (meningites, encefalites, encefalopatia congênita pelo HIV) e até por intoxicações pelo cobre, por exemplo.

A microcefalia relacionada ao vírus Zika é uma doença nova que está sendo descrita pela primeira vez na história e com base no surto que está ocorrendo no Brasil. No entanto, caracteriza-se pela ocorrência de microcefalia com ou sem outras alterações no Sistema Nervoso Central em crianças cuja mãe tenha histórico de infecção pelo Zika vírus na gestação.

O período embrionário (primeiro trimestre de gestação) é considerado o de maior risco para múltiplas complicações decorrentes de processo infeccioso, porém sabe-se que o sistema nervoso central permanece suscetível a complicações durante toda a gestação. Assim, o perfil de gravidade das complicações da infecção pelo Zika vírus na gestação dependerá de um conjunto de fatores, tais como: estágio de desenvolvimento do concepto, relação dose- resposta, genótipo materno-fetal e mecanismo patogênico específico de cada agente etiológico.

A microcefalia pode ser acompanhada de epilepsia, paralisia cerebral, retardo no desenvolvimento cognitivo, motor e fala além de problemas de visão e audição.

Acredita-se que a maior parte da população do Brasil seja suscetível à infecção e não possua imunidade natural contra o Zika vírus. Além disso, ainda não há vacina para prevenir contra infecção pelo vírus Zika.

Assim sendo, a melhor prevenção é evitar frequentar ambientes que são apropriados para criadouro do mosquito Aedes aegypti, que transmite não só o vírus Zika, como a dengue e chikungunya; evitar possibilidades de criadouros em sua residência seguindo as orientações veiculadas na mídia e também, as gestantes devem usar roupas com mangas compridas e usar repelentes sistematicamente.

Assim que seu bebê nascer não deixe de fazer as consultas recomendadas para os dois primeiros anos de vida.

Eliane Cristina Botelho de Abreu
CRM/MG: 14361
Formada pela Faculdade de Medicina da UFMG em 1981
Médica voluntária no Projeto AMMOR

Referência: BRASIL, Ministério da Saúde. Protocolo de vigilância e resposta à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus Zika- Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia no Brasil. 2015. Disponível em http://www.infectologia.org.br/wpcontent/uploads/2015/11/1450779401_PROTOCOLO_DE_VIG._E_RESPOSTA_OCORRENCIA_DE_MICROCEFALIA_RELACIONADA_INFEC._PELO_VRUS_ZIKA.pdf Acesso em 08/02/2016

Teste da Orelhinha

A Lei nº 12.303, de 2 de agosto de 2010, torna obrigatória e gratuita a realização do exame chamado Emissões Otoacústicas Evocadas, mais conhecido como Teste da Orelhinha.

A deficiência auditiva é uma patologia muito comum entre os recém-nascidos, sendo encontrado de um a três casos de surdez a cada 1.000 nascimentos.

O “teste da orelhinha” ou Triagem Auditiva Neonatal é um exame importante para avaliar a audição do recém-nascido.

Com a sua realização, é possível identificar se há problemas na audição e permite iniciar o diagnóstico e o tratamento das alterações auditivas precocemente.

O teste da orelhinha é rápido, indolor e não tem contraindicação, e consiste na colocação de um fone na orelha do bebê acoplado a um aparelho de emissões otoacústicas que emite sons e recolhe as respostas que a cóclea do bebê produz.

Quando detectado algum problema, o bebê é encaminhado para a avaliação otorrinolaringológica e exames complementares.

Uma vez confirmado o diagnóstico de perda auditiva o bebê deve ser encaminhado para intervenção precoce que poderá compreender de: orientação familiar, uso de aparelhos de amplificação (aparelho auditivo ou implante coclear) e terapia fonoaudiológica.

Quanto mais cedo for detectada a deficiência auditiva, mais precocemente serão as intervenções realizadas, permitindo ao bebê um diagnóstico e intervenção fonoaudiológica até os seis meses de idade, o que favorece o desenvolvimento de linguagem e fala.

O fonoaudiólogo tem papel fundamental em todo processo de diagnóstico e reabilitação das perdas auditivas.
Às mamães: não deixem de agendar o teste da orelhinha do seu bebê!

Referência: Conselho Federal de Fonoaudiologia

Silmara de Abreu Melgaço
Fonoaudióloga da Equipe Mame Bem
CRFa 6-7517

Diástase Abdominal - Será que você tem ?

A gravidez é um período de grande felicidade para todas as mulheres, mas na maioria das vezes é acompanhado de uma ansiedade relacionada às mudanças corporais que a gravidez provoca. A maioria das mães tem o desejo de retomar as características físicas prévias do seu corpo logo após o término da gestação, porém muitas delas acabam apresentando algumas dificuldades. Esses problemas podem ser relacionados ao aumento excessivo de peso durante o período gestacional, que promove um acúmulo de gordura na região abdominal e o aparecimento de estrias, ou até mesmo devido ao surgimento de uma alteração muito comentada atualmente que é a diástase abdominal.

Diástase é uma palavra de origem grega que significa “separação”. O músculo Reto abdominal é formado por dois ventres musculares que se comunicam por meio de um tecido fibroso denominado linha alba, entretanto, devido ao crescimento do útero no período gestacional, essas porções musculares se afastam causando a Diástase do músculo Reto Abdominal.

Como saber se há uma separação entre músculos Retos Abdominais?

A melhor forma de avaliar a presença de uma diástase é se submeter a uma avaliação fisioterapêutica com um profissional especializado. Segue abaixo a descrição de um teste rápido de avaliação baseado no método Tupler

Technique para correção de diástase abdominal:

1- Deite-se de barriga para cima com os joelhos dobrados e as solas dos seus pés no chão

2- Coloque uma mão com os dedos sobre a linha média do abdômen na região umbilical, 5 cm acima e 5 cm abaixo.

3 - Pressione levemente os dedos contra o abdômen relaxado

4 - Flexione levemente a cabeça sem levantar os ombros.

5 - Mova os dedos para o lados esquerdo e direito, procurando as paredes do reto abdominal.

Caso você tenha uma separação maior ou igual a 3 dedos é fundamental que você procure um fisioterapeuta para dar início a um tratamento específico.

A diástase não é um problema considerado grave, mas pode ser extremamente desconfortável para a mulher, pois além de alterar significativamente a estética do abdômen, pode causar:

• Dor na região lombar.

• Má postura.

• Diminuição da força abdominal.

• Aumento do risco de desenvolvimento de hérnias.

Caso você tenha diástase procure profissionais capacitados para essa situação, o resultado tende a ser muito mais eficaz do que se realizado em academias comuns que não tenham enfoque para essa reabilitação.


Fernanda Menezes e Monique Sancho Carvalho
Fisioterapeutas Pós-Graduadas em Saúde da Mulher
Licenciadas exclusivas da Tupler Technique em Minas Gerais
Fisioterapeutas responsáveis pelo setor de Uroginecologia e Obstetrícia da Clínica Leite Meu
Para maiores informações: Fernanda 99213-1478 / Monique: 99307-8520

Entenda a importância da vitamina D para as crianças

O sol, nossa fonte de Luz e de vida, é a estrela mais próxima de nós e a que melhor conhecemos.

Através dele obtemos a vitamina D que é imprescindível para a formação e o fortalecimento dos ossos em especial para as crianças.

Conhecida também como vitamina do sol, pois sua principal fonte de síntese provém da exposição solar, esse nutriente colabora ainda para o bom desempenho dos músculos e nervos, a coagulação do sangue e o crescimento celular além de ajudar no processo de aprendizagem.

Pensando nisso, nós da Escola Cubo Mágico, nos preocupamos muito com o espaço físico da escola. Temos grama, árvores, espaços abertos.

Do berçário ao 2º período, temos a rotina de todos os nossos alunos fazerem atividades ao ar livre. Ora com culinária, ora piquenique, outro momento artes entre outros.

Patrícia de Melo Pereira
Diretora e pedagoga da Escola Infantil Cubo Mágico.

É preciso fazer Fisioterapia para se preparar para o parto normal?

Nos dias de hoje, em que está em pauta nos meios de comunicação a necessidade de redução das taxas de cesarianas no Brasil, aumentando a busca das mulheres por um parto menos intervencionista, tem crescido a procura das gestantes pelo profissional fisioterapeuta para auxiliar na preparação para o parto normal. Mas como o fisioterapeuta pode contribuir? Não seria o parto um evento fisiológico, sem necessidade de preparação? As mulheres não sabem parir? Não foi assim desde sempre?

Sim, as mulheres têm instinto para parir. Seu corpo sabe como fazer isso. No entanto, vivemos atualmente uma realidade que tende a embutir na mulher o medo do parto normal. Elas têm medo da dor, medo do imprevisível, medo da perda de controle, medo de não serem capazes. De certa forma, as mulheres são estimuladas a se desconectarem de seus processos fisiológicos. A maioria das gestantes no Brasil não aprende a lidar com a dor do parto com recursos não farmacológicos e acaba tendo partos com analgesia precoce. Recebem ocitocina artificial para aumento das contrações quando poderiam se movimentar para estimulá-las. Muitas vezes não conseguem fazer força para ajudar o bebê a nascer porque não estão percebendo como podem participar ou não lhes foi dada a oportunidade.

Preparar-se para o parto não é aprender a parir. É aprender a perceber seu próprio corpo para se conectar a ele com mais facilidade. É despertar suas inúmeras possibilidades. Resgatar sua força, seu instinto. A mulher que faz Fisioterapia na gravidez não tem maiores chances de ter parto normal, pois são inúmeros os fatores que determinam a via de parto, mas certamente tem maiores possibilidades de participar ativamente do nascimento do seu filho.

Para alcançar esses objetivos, o fisioterapeuta realiza a preparação global do corpo, não somente para o parto, mas também para a gravidez e pós-parto, e a preparação dos músculos do assoalho pélvico, que recobrem a parte inferior da pelve. Durante o parto, esses músculos precisam relaxar e alongar; em geral, quanto maior sua flexibilidade, menores as chances de lesões na região. Por isso, o fisioterapeuta realiza o alongamento dessa musculatura e, no final da gestação, treina seu relaxamento ao mesmo tempo em que a gestante tenta fazer o movimento de expulsão. Algumas mulheres já sabem naturalmente realizar esse movimento, mas a maioria tem dificuldade por se tratar de algo nunca realizado antes. Muitas mulheres se surpreendem, por exemplo, ao perceberem que o movimento de expulsão pela vagina não é o mesmo que é feito para evacuar.

Ao contrário do que muitos pensam, a Fisioterapia não deve ser realizada somente por gestantes que buscam o parto normal. Temos que lembrar que a gravidez e o pós-parto geram intensa sobrecarga para as articulações, músculos, tendões e ossos. A postura da mulher se modifica e os cuidados com o bebê representam uma demanda extra para o corpo. Até mesmo os músculos do assoalho pélvico enfraquecem, mesmo nos partos cesarianas, devido ao aumento de peso e às alterações hormonais da gravidez e pós-parto. Por isso, desde o início da gestação (preferencialmente, até mesmo durante o planejamento da gravidez), a mulher deve cuidar do seu corpo – ter uma alimentação balanceada, realizar atividade física bem prescrita, fazer exercícios específicos para os músculos do assoalho pélvico e cuidar da postura. Assim, independentemente da via de parto, terá maiores chances de uma gravidez e pós-parto saudáveis, com qualidade e bem estar.

Sabrina Baracho fisioterapeuta
Crefito. 4/81614-F
Diretora Técnica da Clinica Sabrina Baracho Fisioterapia